terça-feira, 18 de setembro de 2018

A maior aventura de todas... Ser pai.


Os amigos devem ter percebido minha completa ausência no ano de 2018, fato inédito desde o início do blog em 2010.

 Isto se deveu à vinda do Pedro, meu filhote e futuro companheiro de trilhas e atividades aventureiras em geral. Eu, como pai de primeira viagem, me iludi acreditando que minha rotina não seria tão afetada com a chegada de um bebê... Tanto que não publiquei nenhum aviso de afastamento do blog. Nos meses da gestação em 2017 tentei me preparar fisicamente para o desafio vindouro de perder muitas horas de sono e acreditava que de alguma forma eu ainda acharia tempo para outras atividades que não trabalho/ troca de fraldas/ muito colo.

 Desde o nascimento do Pedro em dezembro a rotina virou uma incógnita, e descobri que sendo pai  não existe planejamento que resista aos imprevistos que um bebê pode trazer. Aprendi que uma coisa é planejar uma saída, um roteiro de final de semana, e outra bem diferente é conseguir concretizar!

 Inocente... Mal sabia eu que minha vida(e todos os aspectos dela) mudaria completamente. As prioridades, as necessidades e minhas visões a respeito de muitas coisas estão diferentes, minha cabeça mudou bastante. Um acidente de moto do qual por sorte escapei com poucos ferimentos recentemente serviu de alerta e reforçou as prioridades de vida.

 Tive que perder muitas trilhas, alguns pernoites e até acampamentos porque neste momento minha família precisa mais de mim que meus amigos e companheiros de atividades, e vejam que mágica da natureza, eu nem fiquei chateado por isso!

 Ver um sorriso no rosto do meu pequeno, a alegria de simplesmente estar junto de nós compartilhando um momento, vale qualquer noite mal dormida, qualquer programa dos sonhos que teve que ser adiado. Quem não tem filhos não vai entender, mas apesar de estar temporariamente "de castigo" estou curtindo muito esta vida doida de pai.



 Minha esposa diz que eu pareço maluco, mas olhando esse figurinha tentando escalar a grade do berço eu consigo projetar nós dois daqui a alguns anos dividindo momentos ao ar livre e diariamente chego à conclusão de que deveríamos ter tido o Pedrinho há mais tempo.

 Enfim, peço um pouco de paciência dos amigos leitores pois não abandonei o blog, mas não tenho condição de postar com regularidade no momento. Aguardem, no futuro próximo voltarei (em família) a compartilhar experiências e projetos.

Te vejo na trilha!

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Ajustes no parang e na bainha de PVC

 Após esta modificação no Parang onde deixei a empunhadura mais confortável para minhas mãos, continuei usando a incrível faca e percebi que ainda faltava alguma coisa por mudar, estava incomodado mas não conseguia definir bem o que era... Até assistir um video do canal Junglecrafty na Malásia onde um Parang aparecia com uma cordinha amarrada na seção da lâmina imediatamente à frente do cabo, frequentemente empunhada nos cortes com maior precisão e controle, e aí percebi que era isso que ainda me incomodava ao manusear essa ferramenta, o atrito do indicador com as quinas da lâmina.

 Decidido a experimentar a mesma solução vista no canal, peguei um pedaço de cadarço antigo e fiz um de falcaça na parte que desejava amaciar. Pronto, conforto instantaneamente aumentado e de forma simples!

A corda resolveu o problema de atrito no início da lâmina.

Ops, temos problemas

 A novidade ficou muito boa, porém o parang não entrava mais na bainha de PVC fundo o suficiente para garantir uma retenção satisfatória. A solução? Pegar novamente o secador de cabelo da esposa e abrir o tubo na parte onde o cabo ficava encostado, e já que estaria mexendo nisto resolvi fazer o ajuste em volta do cabo, aumentando a retenção da lâmina.

Bainha ajustada, o parang cabe novamente.

Detalhe do ajuste feito com a faca no lugar.


 O resultado ficou muito melhor que anteriormente, pois o PVC agora segura firme o bastante para que o parang não saia da bainha, mas não tanto que precise usar as duas mãos para retirá-lo de lá. O ajuste também removeu a folga que deixava a lâmina solta e chacoalhando lá dentro.

Nós constritor na parte interna do passador.

 Peguei outro cadarço e fiz uma alça em uma ponta, depois fixei ao passador da bainha utilizando um nó constritor, agora posso usar a bainha sem nem ter um cinto se for necessário.

Outros planos

 Minha idéia para a próxima experimentação é aproveitar a rigidez da bainha para carregar ali alguns metros de paracord, e talvez uma pedra de amolar pequena presa com tiras de câmaras de ar, que além de fixação são um excelente recurso de emergência na hora de acender fogo em condições de alta umidade. A borracha queima bastante bem e por tempo o bastante para incendiar o material molhado.

O importante é manter as idéias fluindo na cabeça...

Te vejo na trilha!
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