quarta-feira, 25 de maio de 2016

Montando flechas de madeira

Desde que ganhei meu longbow vinha utilizando apenas as flechas de alumínio que já tinha quando atirava com arco composto, e não era o que desejava.

Ao longo de vários meses fui juntando componentes mas acabei não montando nenhuma flecha tradicional. Um dia de chuva nestas férias me proporcionou o momento ideal para montar algumas.

Selecionando as varetas que seriam usadas, já que só tinha penas para montar 5 flechas.
O gabarito para colagem de penas ajudou muito e garantiu posicionamento perfeito em todas elas, mas como não tenho a ferramenta de desbaste das hastes, parecida com um apontador metálico de lápis, para encaixe das pontas e dos nocks tive que utilizar a lima do Wave e bastante trabalho manual, além de tempo.

Aplicando cola em uma ponta de treino para instalar na primeira haste.
Primeira pena sendo colada usando o gabarito importado.
A pena perfeitamente posicionada.
A flecha completa. Esta vareta ganhei com nocks escupidos na madeira.
A segunda flecha completa, de madeira escura e penas rajadas importadas. Gostei bastante desta.
Conjunto de flechas montadas.
O acabamento envernizado do arco estava descascando, e aproveitei a oportunidade para seguir o conselho do Maia e remover tudo para aplicar óleo de linhaça nele e nas flechas para impermeabilização e proteção da madeira.


Após aplicação do óleo de linhaça, o trabalho estava encerrado neste dia.
O resultado na manhã seguinte. O acabamento ficou bem bonito, realçando as cores das madeiras.
O arco conta com 5 flechas mais compatíveis com seu estilo. Agora é treinar.

Te vejo na trilha!

quinta-feira, 12 de maio de 2016

Reconhecimento do Vale do Gunza


Após quase três anos morando no bairro de Vargem Grande, finalmente fiz a primeira trilha na região, baseado no Guia de trilhas do Parque Estadual da Pedra Branca, elaborado pelo INEA e disponível para download aqui.

A idéia desta saída era a de fazer um reconhecimento das cachoeiras e poços ao longo de um roteiro chamado de Travessia do Vale do Gunza, trilha esta que se encontra com outras e tem possibilidade de saída em diferentes pontos do parque. A escolha se deveu ao fato do início desta trilha estar situado a poucos minutos de casa.

Um poço com cascata do roteiro.
O trecho completo tem 5km de extensão e diversos poços e cascatas ao longo do trajeto, que acompanha o Rio da Divisa até o alto da serra. Logo no início a trilha cruza com outro antigo caminho colonial existente no guia, o Caminho do Cafundá, que chega até o bairro de Campo Grande, onde vira uma estrada de mesmo nome. Neste trecho há possibilidade de chegar de carro e acessar mais facilmente alguns poços, mas escolhi explorar todo o caminho.

Caminho do Cafundá, neste trecho ainda uma rua que vem do centro de Vargem Grande.
A trilha é de fácil orientação e moderadamente cansativa quando seguida até o alto da serra. Curiosamente, os maiores poços são justamente os mais próximos da entrada da trilha, o que se por um lado permite a popularização destes atrativos, por outro ocasiona um efeito colateral indesejado: a superlotação aos finais de semana e poluição das trilhas e entorno do rio.

O primeiro poço no caminho.

Foi possível ver (e recolher) algumas embalagens de biscoito nos arredores das cachoeiras, algo que infelizmente não é incomum nas trilhas desta cidade. Chamaram atenção os restos de várias fogueiras, algumas em locais onde o fogo poderia se alastrar facilmente para a mata. Em conversa com outro morador local, soube que as rondas da Polícia Ambiental e Guarda do Parque são frequentes aos fins de semana, para coibir comportamentos danosos ao ambiente. Espero que os frequentadores se conscientizem de que para continuar usufruindo é necessário cuidar do local.

Ainda não sei se esta roda é uma fogueira ou churrasqueira(ou os dois), mas foi deixada lá por algum frequentador porcalhão.
Mas não há só pontos negativos neste relato. Os poços são numerosos e fartos, uma feliz surpresa para quem estava habituado aos riachos do maciço da Tijuca e seus poços com bem menos água.

Um dos poços mais frequentados aos fins de semana.
Qualquer um deles é uma boa opção para banho, ou seja, há opções para todos os gostos, do mais perto e frequentado ao mais distante e reservado. Um deles era tão pouco frequentado(e pequeno) que precisei abrir caminho entre galhos de árvores tombadas na trilha e cipós para poder chegar à beira do rio.

Trilha secundária que leva a uma cachoeira.
Pausa para lavar o suor do rosto.

Um dos cenários mais belos desta trilha.

Caminho interrompido. A idéía era captar o parang trabalhando, mas ele acabou escondido na foto.
Depois do trabalho, a explicação: Este era o menor poço de todo o caminho.
Seguindo pela trilha podem ser vistas diversas árvores frutíferas, sendo mais frequentes as bananeiras. Estas me induziram a um erro que custou a ida à ultima cachoeira e a uma gruta existente no topo da serra, no final do roteiro. Devido à quantidade dispersa de bananeiras, e ao fato de ter resolvido deixar o GPS em casa(erro de principiante,tsc, tsc), não pude dizer com certeza se estava ou não no local conhecido como bananal, ponto de onde partiam duas picadas mais fechadas que levariam a estes atrativos.

Bananeiras por todo lado.
Baseado no mapa constante do roteiro e da descrição do caminho, analisando o tempo decorrido desde o último ponto de referência(travessia do riacho), acredito que tenha passado direto deste local e portanto dos caminhos que levam a estes dois lugares, mas voltei e ainda assim não encontrei tais picadas. Já era meio dia, então declarei a busca encerrada e desci até um dos locais anteriormente visitados para lanchar e relaxar antes de voltar para casa, deixando a descoberta dos lugares faltantes para outro dia, com ajuda do GPS.

Local escolhido para descanso.
A maior vantagem da bainha do parang é não impedir os movimentos do usuário.
Outros registros da exploração:

Bambuzal no caminho.
Brinquei com o parang em um bambu quebrado. Caiu com 5 cortes.
Água cruzando a pedra com força.

Pausa para ler sobre os caminhos partindo da bifurcação à frente.

Borboleta Morpho pousada ao lado da trilha. Esta perdeu a ponta de um asa.

Besouro com aparência de metal. Deve vir daí a inspiração para as cores de carros modernos.

Jambos caídos pelo caminho.

Laranjeira ao lado da trilha oferecia alguns frutos maduros. Estas sementes serão plantadas aqui em casa.

Mais bananas!

Não consegui identificar estas frutinhas. Alguma idéia do que sejam?

Marcas de ferraduras são comuns. Esta trilha é um dos roteiros percorridos em grupo pelos haras da região.
 
Jacuzzi da natureza. O turbilhão era bem intenso e certamente vale o mergulho.
A Timberland nova foi testada e aprovada!

Aqui termina o relato da primeira trilha feita na região. Conforme outras forem percorridas vou postando aqui no blog.

Te vejo na trilha!
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