sexta-feira, 17 de março de 2017

Escotismo, antes tarde do que nunca!

Foto oficial da Tropa Sênior Tracatrá em 2016.

Em 2016 me juntei a um grupo escoteiro para compartilhar conhecimentos e contribuir para a formação de jovens independentes, confiantes, que trabalhem bem em equipe e saibam seu lugar no mundo.

Já faziam anos que desejava interagir de forma mais direta e pessoal com pessoas com interesses em comum para compartilhar conhecimentos e estimular atividades ao ar livre, algo extremamente necessário no mundo super conectado de hoje, e com tudo isto a proposta do escotismo caiu como uma luva.

Preparando a rede para pernoite na sede do grupo.
Li o que pude sobre o movimento, me informei, consultei alguns amigos que são chefes e todos me apoiaram e ficaram muito felizes com a minha decisão.

Em um belo sábado ensolarado de inverno me dirigi ao 75 Grupo de Escoteiros do Ar Baden-Powell no bairro da Barra da Tijuca para manifestar meu interesse. Ao chegar lá passei alguns minutos observando a sede do grupo e sua dinâmica. De cara já gostei do clima no grupo, a criançada do ramo lobinho em suas atividades no areal, alguns pais observando, outros jovens em atividades diversas, tudo com um clima muito bacana e que reforçava a boa expectativa que a leitura havia me passado.

Tudo pronto... Noite seca e sem mosquitos.

Reunião ao final do pernoite.
Quando finalmente me apresentei fui muito bem recebido pelos dirigentes, ouvi uma breve explanação sobre o que é o movimento escoteiro e sobre o grupo especificamente. Ao comentar acerca de minhas intenções, bem como minha experiência e vivências fui direcionado à tropa sênior, composta por jovens de 15 a 17 anos, devido ao perfil das atividades exercidas por este ramo e objetivos constantes do método escoteiro. Fui apresentado ao chefe e seus auxiliares, e daquele dia em diante participei das atividades internas e externas, fui conhecendo e sendo conhecido pela tropa e pela chefia e fortaleci o desejo de contribuir com o movimento.

Demonstração do trabalho antidrogas com cães da Polícia Federal.

A tropa com os visitantes.
A experiência tem sido ótima, aos poucos tenho conquistado a confiança dos jovens e da chefia, e mesmo ainda engatinhando no aprendizado do método já pude contribuir um pouco e até conduzi algumas atividades. Percebi que eles tem absorvido alguns de meus conselhos em atividades mateiras e escoteiras, motivo de enorme satisfação para mim.

A incrível pioneiria feita no acampamento para acomodar as pias.

Atividade de tiro ao balão com zarabatana que planejei.

Os jovens gostaram, foi animada a disputa entre as patrulhas.
Conforme convivo com estes jovens me reconheço um pouco em cada um, e me arrependo por não ter me juntado ao escotismo mais cedo...

Atividade de defesa pessoal que conduzi.
Fiz minha promessa escoteira no final de novembro, no mesmo mês completei o Curso Preliminar, o primeiro degrau na formação de escotistas. Este ano se tudo der certo farei mais alguns cursos, o objetivo é o aprendizado constante.
 

Momento da promessa escoteira.
 
Recebendo o distintivo de promessa.

Recebendo o lenço do grupo.

Recebendo o certificado de promessa.

Agora sou da família.

A acolhida dos jovens.

Mais para a frente postarei atualizações e atividades interessantes.

Sempre alerta!


Te vejo na trilha!

domingo, 18 de setembro de 2016

Fitas MOLLE caseiras (DIY)


O problema

Neste post vou mostrar como fiz fitas MOLLE sem gastar muito dinheiro. A necessidade surgiu da idéia de continuar usando alguns equipamentos mais antigos que eu tinha, no padrão ALICE, em conjunto com a Condor II com o padrão MOLLE. Os antigos clips metálicos funcionam mas não proporcionam retenção tão firme quanto a do padrão moderno, além de roçarem nas tiras da mochila, ocasionando desgaste que não ocorreria com as fitas.

A capa do cantil com os clips metálicos antigos.

As fitas da mochila manchadas de oxidação e com pontos de desgaste por causa dos clips.

A idéia

No mercado externo há diferentes tipos de prendedores, desde mini mosquetões plásticos a fitas emborrachadas, mas as mais comuns são de cordura ou Nylon, com botão de pressão. Inclusive são estas que equipam os bolsos padrão MOLLE 2, onde as fitas já vem presas aos mesmos.

Outro dia tive a idéia de fabricar algumas gastando bem pouco, com materiais facilmente encontráveis no Brasil. Eu utilizei tiras de Nylon de cinto militar, que vem em cores variadas e são muito resistentes. Estas custaram 3 reais por metro. Utilizei bege e verde, acompanhando as cores de bolsos que tinha. Comprei dois metros de cada e sobrou bastante, é provável que nunca mais precise comprar esse material.

As tiras de nylon compradas a metro rendem muitas fitas.

A tira encaixa perfeitamente no cantil.

E também perfeitamente na mochila.

O processo

Basta cortar a tira no tamanho desejado, queimando a ponta para evitar que desfie, e instalar os botões. Eu calculei para após trançar nas tiras da mochila virar e fechar.

Caso não tenha a máquina de fixar botões nem interesse em comprar, qualquer sapateiro ou loja de conserto de roupas poderá fazer este serviço.

Máquina de instalar ilhoses, rebites, botes de pressão e afins da minha sogra.
O cantil preso à mochila já utilizando as fitas.

O resultado poderia passar por algo feito comercialmente, porque o encaixe é perfeito e o bolsos ficam firmes. Quem quiser testar e produzir algumas em casa pode usar a idéia à vontade.

Te vejo na trilha!
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