quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Como regular o tamanho de um cordão.

Este post é uma dica simples e eficiente para resolver o problema de ajuste de comprimento de cordões, sejam eles decorativos ou usados para pendurar acessórios.

Se você já usou um apito, bússola, canivete ou qualquer outro objeto pendurado no pescoço sabe que achar o comprimento ideal de cordão pode ser bem complicado.

Paracord muito grande, só serve para atrapalhar.
Se ficar muito curto é difícil de entrar e sair da cabeça, se ficar longo vai balançando e batendo, o que incomoda bastante o vivente.

Decidi carregar meu ferro rod o tempo todo no pescoço quando estou na trilha, e para evitar este contratempo o que fiz foi cortar um bom pedaço de paracord, passar por dentro da alça e amarrar com um nó de pescador.
Cordão mais folgado.
Este nó permite a regulagem de altura, simplesmente deslizando os dois nós, afastando-os.

Cordão já apertado.

A pressão dos nós é suficiente para impedir que corram sem que você os puxe, mas não dificulta a regulagem.

Observe:
Basta puxar os nós até chegar no ponto desejado.
Pronto! Acabou o excesso de cordão.


Experimente, você verá que funciona.

Te vejo na trilha!

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Conhecendo Conservatória


Fim de semana passado eu e a namorada estivemos na simpática cidade de Conservatória, terra da seresta, que ainda conserva muitas construções do período do Brasil império.

Fomos convidados por um amigo e gentilmente recebidos por seus parentes. No post anterior, eu havia mencionado minha falta de tempo. Devido a ela, nossa estadia se deu no curto período compreendido entre a tarde de sábado e a de domingo, impedindo que conhecesse mais atrativos desta bela cidade.

A bela locomotiva no centro da cidade. Lembra os clássicos do western.
Situada a apenas 142km do Rio de Janeiro, esta cidade durante o ciclo do café contava com cerca de 100 fazendas produtoras, e usava a ferrovia para o escoamento da produção até o Rio, então capital do império. Com o declínio do café no Rio de Janeiro, muitas fazendas foram abandonadas, algumas mudando o foco para a pecuária. Muitas destas ainda existem, e serviram e servem de cenário para filmes e novelas. Quase todas hoje são pousadas e hotéis fazenda.

Hotel Fazenda Florença: Cenário de novelas como Dona Beija, Sinhá Moça e outras.
A ferrovia e a estação da cidade foram inauguradas por D. Pedro II em 21 de novembro 1883, nela passando a Maria Fumaça fabricada na Philadelphia.

A estação de trem, hoje sem linha férrea.
 Durante a implantação do sistema rodoviário brasileiro e a criação da indústria automobilística, as ferrovias foram progressivamente desmobilizadas, e a de Conservatória não foi excessão. Dela hoje restaram apenas a estação e a locomotiva, em exposição permanente no centro.

Pousada Imperial. Dom Pedro II se hospedou nesta casa durante uma viagem a Minas Gerais, o que inspirou o nome moderno.
 Um dos locais por onde a linha férrea passava, é o túnel que chora, 100 metros de rocha escavada pela mão escrava. Uma obra impressionante, para dizer o mínimo. Em uma das pontas há uma mina natural que nunca para de verter água, daí o nome.

O Túnel que chora: Impressionante obra feita à mão pelos escravos.
O estilo arquitetônico do centro antigo, o calçamento em pé de moleque e as obras feitas com trabalho escravo são testemunhos palpáveis de nossa história, e o visitante dotado de mais imaginação consegue abstrair os carros modernos e sentir como era o dia a dia 100 ou mais anos atrás.

Mina d'água no túnel que chora.
 Além de toda a história do ciclo do café Conservatória tem a tradição das serestas, outra atração famosa. Por todo canto se pode ver violeiros tocando e cantando, seja nos restaurantes, praças ou mesmo passando pelas ruas. O clima de festa é evidente.

Por falar nelas, recebi a recomendação de voltar no período das festividades juninas, já que a cidade ainda tem comemorações à moda antiga, ao contrário de algumas nas grandes cidades em que nada há de tradicional.

Arquitetura tradicional do centro da cidade.
Mas não há só atrativos culturais e históricos por lá. A cidade é situada um uma belíssima região, cercada por montanhas, vales e rios. Não é raro o avistamento de animais pelas ruas e estradas de acesso. A Serra da Beleza é um ponto que alia natureza e misticismo. É supostamente um local de frequentes avistamentos de OVNIS.
Casal de maracanãs ao entardecer.
Fiquei com a promessa de voltar para explorar serras, cavernas e rios da região, e inclusive já consegui companheiros para me guiar nestes programas.

Recomendo uma visita a todos que se interessam por locais que integram cultura e natureza.

Te vejo na trilha!

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Procurando a minha turma.

Compartilhar bons momentos nas trilhas com os amigos não tem preço.

Os amigos mais atentos já perceberam que o ritmo de postagens no blog deu uma caída em relação a  meses passados. Não pensem que desanimei. Na verdade é o contrário, estou buscando uma nova atividade remunerada principal que me possibilite ter simultaneamente tempo livre e tranquilidade financeira para aproveitá-lo, com muitas trilhas e até expedições visadas para um futuro o mais breve possível. Estou firme neste propósito e tenho certeza de que conseguirei.

Mas isto tem um preço e neste caso é a falta de tempo atual. Com trabalho (que não é em turismo) mais estudo à noite minha semana é bem corrida.

O pouco tempo livre que tem me sobrado, procuro dividir entre minha vida pessoal e as atividades de que gosto. Entre elas, claro, as idas ao mato e postagens subsequentes. Não quero diminuir a qualidade e relevância das postagens, apenas para manter a frequência, por isto peço aos amigos um pouco de paciência. Continuarei me esforçando para a melhoria constante do conteúdo do blog.

Algumas vezes, a falta de companhia desanima um pouco, e dificulta em muito um registro eficiente de algumas demonstrações de técnicas, o que faz com que acabe me decidindo por outra programação. O exemplo mais recente foi neste feriado da independência, em que já havia inclusive anunciado via Twitter que seria dia de partir para o mato, e no entanto acabei finalizando a manutenção do meu fusca, que havia começado no domingo anterior. O carrinho estava parado há bastante tempo, e o programa que havia escolhido seria melhor aproveitado em dupla, então a atividade mais útil acabou pesando mais. Agora tenho o carro plenamente operacional para as próximas aventuras e estou mais perto da independência de mecânicos.

Foi pensando nas muitas vezes em que acabei indo sozinho em programas que seriam idealmente para mais pessoas que decidi começar a formar um grupo de caminhadas, ou como se diz, "procurar a minha turma", e dividir momentos agradáveis na natureza, debatendo, praticando e repassando conhecimentos. Compartilhar estas experiências não tem preço e é um hábito tão antigo quanto a humanidade.

Obviamente por enquanto não poderei montar um calendário fixo e pré determinado, pois estas atividades terão que se enquadrar no meu tempo livre, assim como no de quem me acompanhar. Mas acredito que ainda assim deverá surgir uma turminha interessante e bem entrosada, que com o tempo terá muitas horas de trilha e histórias para contar.

Se você gostou desta idéia e tem interesse em participar, entre em contato. Mande um e-mail e vamos amadurecer o conceito.

Agora é hora de arrumar as malas porque este fim de semana estarei na estrada.

Te vejo na trilha!
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