sexta-feira, 17 de junho de 2011

Mora, a faca prodígio da Suécia.


Recentemente resolvi encomendar uma Mora para presentear a namorada, que nunca teve uma boa faca que pudesse ser usada nas pescarias, trilhas e até mesmo na cozinha.

Os requisitos que me levaram a esta escolha foram: Leveza, preço imbatível, excelente fio de fábrica, retenção de fio maior do que a maioria das facas comerciais e sua durabilidade.

Mesmo conhecendo a fama das pequenas notáveis, não pude imaginar que uma faca tão barata pudesse ter tanta qualidade.

Mas o que é a faca Mora?

Na verdade é um estilo de faca, e não um modelo ou mesmo fabricante, tradicional da Suécia. Sua lâmina de cerca de 4 polegadas de comprimento serve para diversas tarefas do cotidiano, o que não passou despercebido aos habitantes deste país, dado o sucesso desta faca nos últimos séculos. Seu famoso fio se deve à configuração Skandi Grind, que apresenta um bisel mais fino e comprido em relação às facas normais.

Atualmente são vendidas por vários fabricantes, em diversos modelos, dos clássicos aos hi tech, seu preço no mercado internacional ficando situado entre os 12 e os 20 dólares, o que as torna excelentes na relação custo x benefício, e acessíveis a virtualmente qualquer trilheiro.

As Mora têm sido vistas em programas como Dual Survival, onde Cody Lundin leva seu exemplar vermelho pendurado no pescoço e o utiliza nas diversas tarefas do programa.

Cody Lundin(com sua Mora) e Dave Canterbury em Dual Survival. Fonte: Discovery Channel.


A faca

O modelo escolhido foi o Clipper, com cabo de material sintético e borracha, e bainha também em material sintético. Sua característica mais interessante é a própria lâmina, no excelente aço inox Sandvik123, que apresenta fio capaz de fazer barba recém saída da fábrica, e surpreendente retenção do mesmo, similar aos modelos em aço carbono. Sua resistência à corrosão a torna um modelo perfeito para ambientes com alta umidade.

Mora Clipper. Esta tem cores mais discretas, no mercado há inúmeras opções.

A bainha é muito bem construída, retendo perfeitamente a faca mesmo nos movimentos mais vigorosos, mas liberando a mesma sem grande esforço quando se aplica pressão no lugar certo. Mais precisamente um ressalto na lateral, perto da entrada da bainha.

Uma característica que foi notada é a relativa insegurança do passador de cinto, um mero clip que não tranca e não inspira confiança. É possível que o trilheiro venha a perder a faca durante uma caminhada por mata mais fechada ao esbarrar em alguma coisa, ou mesmo numa jornada de barco.

Alternativamente muitos a usam pendurada no pescoço por meio de um pedaço de corda sintética, paracord ou outra.

O passador para cinto, ponto fraco de uma boa bainha. Detalhe do ressalto por meio do qual se retira a faca.

Testes

Na cozinha a Mora impressiona: fatia cebolas e outros alimentos com facilidade, e sem parecer sofrer qualquer alteração no fio. Seu cabo emborrachado confere uma pega firme, mesmo com as mãos engorduradas e molhadas. Sua lâmina mesmo após algum tempo de uso e exposição a água não apresenta qualquer sinal de oxidação.

Cebola e as fatias bem finas, obra da Mora.
Aço Sandvik123, tecnologia sueca que reforça o design comprovado.
Conclusão


Recomendo a todos os que querem uma faca simples, eficente e barata a aquisição de uma Mora.

Qualquer função de uma faca utilitária pequena pode ser executada com ela, sem receio.

Há inúmeros videos na net de verdadeiros abusos cometidos contra elas, alguns com resultados bastante surpreendentes.

Estou estudando a possibilidade de comprar outra, também inox, para uso a bordo do meu futuro caiaque, por ocasião das pescarias e demais passeios aquáticos.

Te vejo na trilha!

domingo, 12 de junho de 2011

Pescaria de caiaque em Silva Jardim.

Este sábado participei de um programa muito interessante, conheci um lugar muito bonito e ainda fiz novos amigos.

A idéia era remar o novo caiaque de pesca duplo do organizador do programa, e pescar na Lagoa de Juturnaíba, em Silva Jardim, RJ.

Tínhamos algumas dicas recebidas em foruns e sites de pesca, e resolvemos encarar a aventura. Ainda de madrugada partimos em direção à Lagoa. Após a estrada esfaltada, haviam 13km de estrada de terra, muito boa por sinal.

As informações acabaram nos levando a cometer um engano, pensávamos que poderíamos todos os 5 integrantes do grupo pescar na lagoa a partir do ponto onde o carro chega, mas na verdade os pontos de pesca são mais isolados, sendo alcançados de barco, e só tínhamos um caiaque duplo.

Após recebermos informações com os locais de que a foz do Rio São João era um destes pontos, também soubemos que havia um acesso de carro a ele. Aproximadamente meia hora depois, passados alguns pontos bem enlameados, chegamos no local indicado.

Após uma trilha bem curta que passa por cima de uma elevação, atingimos o rio. Cenário belíssimo, nada devendo a fotos do Araguaia, Pantanal ou Amazônia.

Curva do rio São João.
 Chegando lá, tratei de testar meu recém chegado GPS Garmin marcando a posição para futura referência e brincadeira com rotas e mapas. Devo salientar que o sistema da Garmin é como o dos celulares Nokia, intuitivo e muito simples de se usar.

Pusemos o caiaque na água, enquanto os outros 3 companheiros ficaram nas praias ali por perto.

Descendo o rio a bordo do caiaque.
Para mim foi um bom teste, já que estou considerando a compra de um modelo do mesmo fabricante, porém para uma pessoa.

O caiaque realmente é muito bom, muito estável com seus 80cm de largura, possibilitou que ficássemos sentados de lado para pescar em lugares de remanso.

Uma característica que pude perceber neste tipo de embarcação é a dificuldade de manter a proa alinhada com o rumo desejado, comparada a outros modelos de caiaque, com quilha. Como o objetivo do modelo é expedição e não grandes travessias, acho aceitável. Não se pode ter tudo, afinal.

Paramos em alguns pontos que julgamos promissores, mas sem resultado. Para mim, que considero a pescaria apenas uma de várias etapas do programa, não foi um problema.

Achamos melhor não descermos todo o rio, afinal com tantas informações imprecisas tudo o que nãao desejávamos era fircarmos muito longe do carro remando contra a corrente, que era bem rápida. mais tarde esta se mostrou uma sábia decisão.

Momento de contemplação e bate papo na beira do rio.
Após muitas horas sem resultado algum, chegava a hora de retornarmos, e antes disso resolvi fazer um teste de pilotagem sozinho no caiaque. Fiquei muito bem impressionado, e a vontade de comprar o citado modelo para uma pessoa aumentou.

Me entendendo com o caiaque.
Voltamos, arrumamos todas as tralhas e partimos para casa, cansados, famintos e felizes pelo dia passado em um lugar tão belo.

Conclusão


A descida de um rio sem o barulho de um motor é deliciosa, e proporciona avistamentos de animais que se assustam facilmente. Poderia ter tirado dúzias de fotos, mas na hora estava me divertindo com as remadas e acabei não usando muito a camera. Aquele tipo de cenário é mágico, ficamos com a sensação de que precisamos marcar uma expedição a caiaque.


Aumentou muito minha intenção de adquirir o modelo de caiaque para uma pessoa, que apesar de ser menor e mais leve, tem maior capacidade de carga e espaço para a mesma, importante para o uso que tenho em mente para ele.



Em casa pude jogar as coordenadas registradas na beira do rio no PC e analizar no mapa onde estávamos. Uma rápida criação de rota me mostrou que estávamos a 14km da foz do rio, ou seja, ainda bem que não descemos até a lagoa, ou não teríamos a menor condição de subir de volta no mesmo dia.


A área está situada 16 metros acima do nível do mar, o que explica a forte correnteza do rio

Como previa, gostei da interação mapa/GPS/PC, agora o registro de minhas andanças será mais preciso e completo. Preciso conhecer meu aparelho melhor.


A Lagoa, apesar de promissora, ficou para uma próxima ida.


Também para uma próxima oportunidade, ficou a demonstração de algumas técnicas de bushcraft, assunto que interessou o dono do caiaque desde o início do planejamento do passeio. Pode ser o embrião de um acampamento às margens de um rio.


Aguardem novas aventuras embarcado, para breve.


Te vejo na trilha!
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