sexta-feira, 17 de junho de 2016

O manguezal de Guaratiba


A Reserva Biológica de Guaratiba do qual os manguezais fazem parte, é uma unidade de conservação de 3.360 hectares de área situada na zona oeste da cidade do Rio de Janeiro, distante poucos quilômetros aqui de Vargem Grande. À nordeste se encontra com a baía de Sepetiba.

O Rio Piraque desagua no mar em frente à ponte de acesso à Restinga de Marambaia, e seu rico manguezal proporciona passeios muito interessantes. Ao longo da Estrada de Guaratiba algumas empresas anunciam aluguel de caiaques e stand up paddle. Escolhi uma delas e ao preço de 40 reais poderia usar um caiaque por duas horas.

O kit bem reduzido. O que está faltando na foto? Esqueci de levar o cantil.
Me preparei na véspera, e para isto selecionei um kit compacto e arrumei a Jumbo. Porém na hora de sair cometi um erro básico: Esqueci o cantil na geladeira. Fiquei com sede durante todo o passeio, que por sorte era curto.

A paisagem não fica nada a dever ao Pantanal ou Amazônia, é difícil acreditar que se está a poucos minutos da civilização. As ilhas de mangue no meio do rio proporcionam cenários de mistério e contato com diversas espécies animais, sobretudo aves.

Ilhas de mangue são encontradas pelo rio.

Raízes aéreas servem de poleiro natural para as aves.

Garça pegando um sol matinal.

Este biguá só ficou parado tempo o suficiente para uma foto.

A garça continuou lá, parada.

Entrando em um estreito canal.

Este cenário me fez lembrar dos filmes de pirada que assisti na infância.

Ave não identificada na margem do mangue.

Este carinha fugiu para sua toca assim que eu tirei a foto.
Bando de gaivotas pegando sol em uma praia de mangue.

Rema...
As gaivotam perceberam minha presença.

Conforme me aproximei elas fugiram.

Só esta aqui ficou um pouco mais.

Minhas pegadas se juntaram às das gaivotas.

Bastante área a ser explorada no futuro.

Ela não se incomodou com a minha presença.

Ficou ali por vários minutos.

Na praia onde antes haviam gaivotas agora só tinha eu.

E vários caranquejos...

A minha amiga garça ainda parou debaixo de uma sombra para um último retrato.

Passei bastante tempo navegando entre as raízes aéreas fotografando o quanto pude, e então percebi que havia cometido um erro bobo, em algum momento apertei sem querer o stop do meu cronômetro, com isto tinha apenas uma vaga idéia de quanto tempo havia passado nesta exploração. Retornei ao deck da empresa para perguntar se meu tempo já havia se esgotado, quando então o atendente me respondeu que não me preocupasse com isso, afinal era uma segunda feira e eu era o único alugando caiaques naquele dia, poderia ficar quanto tempo precisasse. Passear nas férias é bom...

Voltando ao caiaque.
Um belo cenário.

E tome remada...
Vegetação vai se abrindo.

Rema...
Rumo ao deck.

E rema...
Raízes aéreas, a característica mais marcante dos manguezais.
Opa, chegando no deck.
Com esta resposta resolvi remar então para o lado oposto ao que tinha ido, a foz do rio que sai no mar aberto. Ele me avisou para não passar da segunda ponte, e eu respeitei, mas me aproximei o bastante para registrar o encontro das ondas com o rio. Se aproximava a hora do almoço e a fome já começava a se fazer presente. Apesar de ter levado lanche o fato de ter esquecido a água inviabilizava um passeio mais demorado, então dei por encerrada a aventura.


Na proa as pontes de acesso à Restinga da Marambaia.

Já é possível ver o mar.

Passei da primeira ponte. Meu caminho termina aqui.

A arrebentação fica logo ali.
Conclusão

Este é um passeio que vale muito a pena por ser dentro da cidade do Rio e de preço acessível, além de seguro, pois a fraca correnteza do mangue não é capaz de arrastar o caiaque mesmo com o mínimo esforço na remada. Com certeza voltarei para explorar mais a fundo esta área e inclusive a esposa e alguns amigos já demonstraram interesse em me acompanhar.

Águas claras e mansas do Rio Piraque.

Não vejo a hora de voltar e remar mais por esta região.
Te vejo na trilha!

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