domingo, 15 de novembro de 2015

Moro no mato




Morar na roça tem certas particularidades, você não precisa ir longe para vivenciar encontros com animais selvagens e praticar habilidades mateiras.

Desde que nos mudamos meus posts tem se concentrado em cenários repetidos, e todos eles são em casa ou nas ruas em volta. Na maior parte das vezes nem preciso sair da frente do condomínio para pôr em prática alguma demonstração.

Um calango passeia tranquilamente na porta de casa.
Nos últimos meses comecei a me sentir culpado por ter vindo morar em Vargem Grande há mais de dois anos e ainda não ter explorado as serras que vejo da janela do quarto, afinal é nada menos que o Parque Estadual da Pedra Branca, com 12.500 hectares de extensão e mata atlântica primária muito bem preservada e inúmeras trilhas.

Marreco nadando no riacho em frente ao condomínio.
Isto se deu a princípio pelo ritmo extremamente pesado de trabalho que a mudança gerou, pois percorrer 50 km diariamente em uma megalópole congestionada para ir ou voltar do trabalho é uma rotina bastante cansativa, e por isto nas poucas horas semanais de folga eu acabava ficando em casa descansando e relaxando em família.

Uma égua e seu potro passeiam em frente ao condomínio.
Além disto, quando penso que na minha rua recebo a visita de gambás, jacarés, tartarugas, capivaras, anus, tiês-sangue, saguis e outros animais da nossa fauna nativa, além dos sapinhos que frequentemente temos de resgatar dentro da nossa piscina, entendo que já estou “lá fora” mesmo sem perder a casa de vista, então a necessidade angustiante e urgente que sempre senti de sair do cenário urbano e ir para o mato não existe mais, agora eu praticamente vivo nele!

Capivara flagrada na rua.

Um jacaré se aquecendo ao sol em um manhã de sábado.

Muitos pássaros pousam no taboal.

Acordar com o canto de passarinhos é um privilégio.

Anu branco na fiação em frente ao condomínio.

Saguis cruzam a rua usando os fios para chegar nas árvores.

Saracura procurando comida.

Tartaruga ao sol em frente de casa.

Mais ainda, morar em casa me permitiu começar outros projetos que demandam espaço, e de certa forma com isto meu foco mudou um pouco. Começaram a vir os posts sobre ferramentas, entre outras coisas que não necessariamente tem relação com trilhas e aventuras.

Filhote de gambá veio procurar refúgio aqui em casa.
Ao longo destes cinco anos de blog seria de se esperar que os temas passassem por uma diversificação, caso contrário os posts novos seriam inevitavelmente uma releitura dos mesmos assuntos já debatidos, algo que se torna cansativo. Ainda assim me pergunto sempre se o rumo das coisas continua do agrado dos leitores e amigos que me acompanham.

Sapos e pererecas na piscina são muito frequentes.
Foi com estas questões em mente que comecei a escrever este texto, algo como uma apresentação de minha realidade atual de vida, que essencialmente orienta os temas dos posts e a forma como são escritos.

Mas aproveito para esclarecer que continuarei mostrando novos lugares e experiências no blog e finalizando, aquele velho convite a trilhar os caminhos da nossa cidade ainda está aberto.

Te vejo na trilha!

2 comentários:

  1. O blog continua excelente, muito obrigado pela riqueza de informações
    Grande abraço

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